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Os erros mais comuns ao comprar o primeiro Kindle (e como evitá-los)

Da confusão entre Kindle e tablet Fire à loja errada, passando pela memória a mais e pela espera eterna pelo próximo modelo: os enganos típicos de quem compra o primeiro leitor.

KP Por Kindle Portugal ·

Recebemos com regularidade mensagens de leitores que compraram o primeiro Kindle há uma semana e já perceberam que escolheram mal qualquer coisa. Quase nunca é um problema grave, mas é quase sempre evitável. Este texto junta os enganos que mais vemos repetidos, por ordem aproximada de frequência, com a correção para cada um.

Confundir o Kindle com um tablet Fire

O erro mais básico e mais comum de todos. A Amazon vende duas famílias de aparelhos com nomes próximos: os Kindle, leitores de tinta eletrónica que servem para ler e pouco mais, e os tablets Fire, ecrãs LCD coloridos que correm apps, vídeo e jogos. Quem quer um aparelho para ler livros e compra um Fire por ser mais barato leva para casa um tablet de gama baixa que cansa a vista como qualquer telemóvel. Quem quer um tablet para os miúdos e compra um Kindle leva um ecrã a preto e branco que não corre o YouTube.

A regra é simples: para ler livros, Kindle. O ecrã de tinta eletrónica não emite luz direta, lê-se ao sol e a bateria dura semanas. Está tudo explicado no nosso comparativo Kindle vs tablet.

Comprar na loja errada

Portugal não tem Amazon própria, e a loja certa para nós é a Amazon Espanha: envia para Portugal sem alfândega, com IVA incluído no preço e a garantia legal europeia. Quem compra na Amazon.com americana, às vezes por o preço parecer mais baixo, descobre à chegada as taxas de importação, o IVA cobrado à parte e um carregador com pinos americanos.

A Amazon.es resolve tudo isto, e o processo completo, da conta à entrega, está no guia de compra para Portugal.

Não reparar na versão “com publicidade”

Na Amazon Espanha, vários modelos vendem-se em duas versões: com e sem publicidade, com uma diferença de preço de cerca de dez euros. A publicidade aparece apenas no ecrã de bloqueio e na biblioteca, nunca dentro dos livros, e muita gente convive bem com ela. O erro não é escolher uma ou outra, é não reparar que se está a escolher. Quem detesta anúncios e poupou dez euros sem ler a ficha vai arrepender-se a cada vez que pega no aparelho. Os detalhes, incluindo como remover a publicidade depois da compra, estão na nossa resposta sobre o Kindle com publicidade.

Pagar por memória que nunca se usa

Os Kindle vendem-se com 16 ou 32 GB, e a intuição de quem vem dos telemóveis diz que mais é melhor. Em livros de texto, não é: em 16 GB cabem milhares de romances, mais do que a maioria das pessoas lê numa vida. Os 32 GB justificam-se para quem carrega banda desenhada, manga ou dezenas de PDFs pesados. Para ficção, é dinheiro parado.

Comprar o Scribe para ler romances

O Kindle Scribe é um excelente aparelho para o que foi desenhado: ler PDFs grandes e tomar notas à mão com o stylus. Como leitor de romances é grande, pesado e caro. Quem lê sobretudo ficção fica melhor servido com um Paperwhite por menos de metade do preço, e a diferença vai para livros. O caminho inverso também existe: quem trabalha com PDFs académicos todos os dias e comprou um básico de seis polegadas vai sofrer, como explicamos no guia de PDFs no Kindle.

Esperar eternamente pelo próximo modelo

Há sempre um rumor de um Kindle novo a caminho, e há sempre quem adie a compra três meses, e depois mais três. A verdade aborrecida: os ciclos de renovação do Kindle são longos, as melhorias entre gerações são incrementais, e um leitor comprado hoje serve uma década. Se a dúvida é entre comprar agora ou esperar, e não há lançamento anunciado, comprar agora costuma ser a resposta certa. A exceção razoável: se estamos a dias de uma época de promoções conhecida, como o Prime Day ou a Black Friday, vale a pena aguentar essas semanas.

Ignorar o mercado de recondicionados

A Amazon vende aparelhos devolvidos e recondicionados no Amazon Warehouse (Segunda mano) com descontos reais e devolução nas mesmas condições do novo. Para um primeiro Kindle, um Paperwhite do Warehouse em bom estado é frequentemente a melhor relação preço-qualidade disponível. Explicamos os graus de condição e o que esperar no artigo sobre o Warehouse.

Pensar que só se podem ler livros comprados na Amazon

Engano antigo que afasta muita gente. O Kindle aceita os teus próprios ficheiros: EPUB sem proteção, PDF, DOCX e mais, enviados sem cabos pelo Send to Kindle. Os clássicos em domínio público descarregam-se de graça, e o Calibre converte praticamente qualquer formato. A loja da Amazon é o caminho mais cómodo, não o único.

Esquecer a capa

Não é obrigatória, mas o ecrã de tinta eletrónica é a peça mais frágil do aparelho, e uma queda com o ecrã contra uma esquina é a forma mais comum de matar um Kindle. Uma capa simples custa pouco e paga-se no primeiro susto. Temos seleções para o básico, o Paperwhite, o Colorsoft e o Scribe.

Em síntese

Quase todos os enganos desta lista nascem da mesma pressa: comprar sem dez minutos de leitura prévia. Loja certa (Amazon Espanha), família certa (Kindle, não Fire), modelo ajustado ao uso real, atenção à linha da publicidade na ficha, e uma capa no carrinho. Quem quiser o raciocínio completo de escolha entre modelos tem-no no comparativo de todos os Kindle à venda.

Onde comprar

O primeiro Kindle certo para a maioria

Na dúvida, o Paperwhite de 16 GB é a escolha que menos se arrepende: ecrã de sete polegadas, IPX8 e semanas de bateria. A Amazon Espanha entrega em Portugal sem alfândega.

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